TOP 10 – LIVROS DO STEPHEN KING

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Separamos uma lista com os 10 melhores livros de Stephen King (minha opinião), confira:


O ILUMINADO – 1977

       Um dos grandes clássicos do mestre do terror, o livro traz a história dos Torrance, uma típica família americana que vem passando dificuldades devido a crise que assola os Estados Unidos na década de 70. Ex-alcoólatra e tentando escrever seu primeiro livro, Jack aceita um emprego de zelador de inverno do Overlook Hotel, um resort de verão que fica fechado durante toda a temporada de nevascas, e se muda com a esposa e o filho de cinco anos para o local, acreditando que a tranquilidade do lugar lhe ajudaria a terminar seu livro. Só que o Overlook é um hotel com um passado negro – passado esse que passa a assombrar o menino Danny, que é um “iluminado”, alguém com habilidades telepáticas e precognitivas, habilidades essas que o fazem enxergar os mortos do lugar. Os fantasmas então possuem Jack, o pai de Danny, que se transforma num verdadeiro psicopata, caçando a família como um alucinado. O livro se tornou um clássico instantâneo por, sob um olhar sobrenatural, lidar com um problema muito real: o “demônio” da bebida e como ela pode literalmente destruir uma família. O filme também ganhou uma adaptação pro cinema pelas mãos de ninguém menos que Stanley Kubrick, sendo considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos – menos pelo próprio King, que acha que Kubrick fez um ótimo trabalho técnico mas deixou de lado toda a temática da bebida, transformando sua obra em uma simples história de fantasmas.

CARRIE, A ESTRANHA (CARRIE) – 1974
        Como é de praxe em suas obras, King utiliza uma história sobrenatural para falar de problemas bem reais. Afinal, quem é que nunca se identificou um pouco que seja com a história de Carrie, a adolescente que é extremamente reprimida tanto pela família quanto pela sociedade? A menina pode até ter “exagerado” quando se tornou uma psicopata sanguinária matando seus colegas e destruindo metade da cidade, mas certamente todo mundo já teve vontade de fazer algo parecido. Mais do que uma boa história de terror, Carrie é um grande mergulho no funcionamento da psiquê humana, dialogando intensamente com Freud e seus experimentos com as histéricas – o que torna o livro facilmente uma das melhores e mais profundas obras de King.

À ESPERA DE UM MILAGRE – 1996
Ambientado em 1935, no corredor da morte de uma prisão da Louisiana, conta a história da relação entre Paul Edgecomb, o chefe de guarda da prisão, e um de seus prisioneiros, John Coffey. Coffey é um homem negro de grandes proporções, condenado à morte pelo assassinato de duas garotas brancas. Aos poucos, desenvolve-se entre Edgecomb e Coffey uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. O guarda se debate em um conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o prisioneiro que deverá morrer pelas suas mãos pode não ser o culpado de um crime tão brutal. A história é contada em flash-back por Edgecombe, durante sua velhice em um asilo. Além da relação com Coffey, Edgecomb relata as histórias de outros guardas e condenados.

A ZONA MORTA – 1979

 

Após passar cinco anos em coma profundo, Johnny Smith, um simples professor, acorda de seu estado inconsciente não reconhecendo certos objetos. Segundo os médicos, Johnny está com uma área de seu cérebro danificada, a qual eles chamam de Zona Morta. Entretanto, este será o menor dos problemas na vida de Johnny daqui para frente. Ele agora é capaz de, com um simples aperto de mão, saber fatos do passado das pessoas e prever seu futuro. Para aqueles que estão a sua volta, esta é uma dádiva. Para Johnny, não passa de uma maldição. Com isso, o professor torna-se popular, atraindo um número crescente de pessoas em busca de previsões. Mas, ao apertar a mão de Greg Stillson, um inescrupuloso político norte-americano, Johnny será atormentado por uma visão apocalíptica.


DOUTOR SONO – 2003
       A continuação de O Iluminado toca num tema que talvez seja um dos maiores medos de todas as gerações: o de nos tornarmos iguais a nossos pais. Mesmo depois de tudo o que passou e dos juramentos de que nunca viraria um alcoólatra como o pai, Danny acaba encontrando na bebida a fuga para seus demônios, afogando-se cada vez mais no álcool, o santo líquido que diminui sua iluminação. E, enquanto luta para continuar sóbrio, Danny precisa servir de mentor para Abra Stone, uma menina com o dom de iluminação mais forte que ele já viu e que, justamente por isso, é o alvo de um grupo vampiros que se alimentam da energia gerada por essa iluminação para se manter jovens por toda a eternidade. Mais do que uma história de terror, um conto sobre como a vida nem sempre sai como o planejado, e que muitas vezes aquilo que mais abominamos pode acabar nos pegando pelo colarinho e nos levando para baixo – e com nosso consentimento. E, como um ex-alcoólatra ele mesmo, King consegue nos passar todo o drama do demônio bebida de um modo ainda mais incisivo do que em O lluminado.

 

A COISA – 1986

E se seu pior medo aparecesse bem na sua frente? É isso que nos traz A Coisa, uma entidade metamórfica que se transforma naquilo que a pessoa mais teme, alimentando-se de seus medos. O livro trata de alguns temas que se tornariam constantes na carreira de King: o poder da memória, traumas de infância e o mal que se esconde por trás dos valores conservadores de uma cidade. O livro influenciou de maneira direta a cultura pop, servindo não só como inspiração para bandas punk (a banda Pennywise tirou seu nome do monstro do livro) como para explicar o medo, aparentemente irracional, que muitas crianças tem de palhaços.

CHRISTINE – 1983

Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine – personagem que dá nome ao livro, entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não se espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa.


MISERY: LOUCA OBSESSÃO – 1987

Uma das histórias mais macabras de King justamente por não envolver o sobrenatural, o livro conta a história do escritor Paul Sheldon, um best seller que é resgatado de um acidente de carro por um fã obcecada, que o deixa em cativeiro até que ele termine seu último livro, torturando-o para que a personagem Misery Chastain tenha um final digno. O livro mostra um pesadelo comum para qualquer artista: enfrentar um fã tão obcecado que queira matá-lo (e a história de John Lennon é um lembrete macabro de que isso é algo realmente possível). O livro também trata de outro tema bem pertinente, que é a própria escrita sendo uma espécie de “droga” do escritor, de onde ele tira prazer até mesmo quando é um sofrimento – muitas vezes físico.

 


 

O TALISMÃ – 1984
       Escrito em parceria com Peter Straub, o livro é uma fantasia infanto-juvenil clássica com forte inspiração de A História Sem Fim, onde Jack Sawyer, um menino de 12 anos, viaja por outra dimensão para encontrar o Talismã, um artefato que não só irá curar o câncer de sua mãe mas também evitar a dominação do mundo pelo vilão Morgan Sloat. Assim como tantas outras séries de sucesso (como O Senhor dos Anéis, A História Sem Fim e a própria Torre Negra) O Talismã é uma história onde a jornada é mais importante do que o seu final, e a parceria com Straub faz a diferença aqui, amenizando a linguagem naturalmente tensa de King, tornando o livro uma das leituras mais tranquilas da bibliografia do escritor.

O CEMITÉRIO – 2001
        O Cemitério é um dos livros mais destacados da obra do autor, justamente pela presença de um recurso literário marcado pelo chamado terror absoluto, que possui elementos marcantes e, dependendo da tolerância psicológica do leitor, altamente perturbadores. Este, aliás, foi um dos motivos para que o autor deixasse a obra, já concluída, engavetada por um longo período de tempo, recusando-se a publicá-la e, somente o fazendo para cumprir termos de contrato com sua editora. Seria uma pessoa capaz de chegar ao extremo da loucura, do irracional, para trazer de volta à vida um ente que já morreu? esse é o principal questionamento abordado nessa obra que destila pouco a pouco toda a genialidade de Stephen King.

 Bonus:

       Stephen é um autor muito conceituado pelo mundo, e não poderia de indicar mais alguns bons livros (muitos também tem versão para o cinema). Eu indico para quem gostou dos de cima e ainda não conhece:

A TORRE NEGRA – 2004

       Toda a série da Torre Negra é excelente, mas o sexto livro possui um lugarzinho especial em meu coração devido a sua natureza essencialmente pós-moderna. A travessia de Roland e Eddie para a Terra e o encontro com o próprio Stephen King, convencendo o escritor a não desistir dos livros pois o destino de todos os mundos existentes estavam em sua mãos não apenas quebra a quarta parede, mas a atropela com um trator desgovernado cheio de dinamite.

LOVE: A HISTÓRIA DE LISEY – 2006

O livro conta a história de Lisey, a esposa de um escritor famoso que é perseguida por um fã homicida de seu falecido marido. Influenciado pelo acidente que quase lhe tirou a vida em 1999, King nos conta uma história sobre lidar com a perda de um ente querido e as dificuldades de um casamento que apenas o próprio casal conhece. Além disso, o livro também aborda um pouco sobre o ofício da escrita – não é à toa que o próprio King considera este como o melhor livro que já escreveu. Mais do que qualquer outro, Love: A História de Lisey nos dá a impressão de estarmos penetrando na própria alma do escritor.

SOBRE A ESCRITA – 2000
       Uma das raras obras de não ficção do autor a ser lançada aqui no Brasil, Sobre a Escrita é não apenas um manual sobre como escrever, mas também um histórico de todo o perrengue que King passou até finalmente conseguir sobreviver apenas de seu trabalho como escritor. Uma obra obrigatória não só para aqueles que querem entender sobre o que se passa na cabeça do autor como para qualquer um que precise trabalhar com a palavra escrita, seja escritor, roteirista, jornalista, redator ou qualquer outra atividade onde as palavras no papel (ou no monitor) podem fazer a diferença.
A DANÇA DA MORTE – 1978
          Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A dança da morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King.
       Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados — ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
        Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, seu ritmo eletrizante e suas incríveis profundidade e variedade de personagens, A dança da morte merece um lugar entre os clássicosda literatura popular contemporânea.

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Flamenguista fanático, viciado em animes, séries, filmes e games . Frase: “Eleve seu cosmo, aumente seu ki, confie no coração das cartas e nunca se alie ao lado negro da Força”.